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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Lula Gigante



Com até 18 metros e 900 quilos, a lula-gigante é o maior animal invertebrado (que não tem esqueleto) do planeta. A espécie também é dona dos maiores olhos já vistos no mundo – 30 centímetros de diâmetro. Ela vive no fundo do oceano, entre 200 metros e 1 000 metros de profundidade. Apesar de nunca ter sido capturada ou estudada com vida, a espécie ganhou fama mundial graças à obra Vinte Mil Léguas Submarinas, do escritor Júlio Verne.


                                                                       (Ruppert & Barnes. Invertebrate Zoology, 1995)
Pesquisadores da Universidade Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, descobriram porque as lulas gigantes têm olhos tão grandes, chegando ao tamanho de bolas de basquete. Segundo estudo publicado na última edição da revista Current Biology, a dimensão e o formato dos olhos dá às lulas a capacidade de perceber a aproximação dos predadores, em especial as baleias cachalotes (Physeter catodon).

As grandes lulas são de dois tipos, as colossais (Mesonychoteuthis hamiltoni) e as gigantes (Architeuthis spp.). Elas são os dois maiores invertebrados existentes na Terra, alcançando 9 metros de comprimento e o peso de cinco homens adultos juntos. O tamanho das lulas é comparável ao de um peixe espadarte (Xiphias gladius) grande. Os olhos desta espécie de peixe, porém, chegam a apenas 7 centímetros de diâmetro.
                                                                                 Mesonychoteuthis hamiltoni

                                                                                   Mesonychoteuthis hamiltoni

Architeuthis spp


                                                                                     Architeuthis spp
“Não faz sentido lulas gigantes e espadartes terem pesos semelhantes, mas as lulas terem olhos proporcionalmente muito maiores, cerca de três vezes o diâmetro e 27 vezes o volume dos olhos do peixe”, diz o biológo Sonke Johnsen, autor da pesquisa. “A questão é o porquê. Por que lulas gigantes têm olhos tão grandes?”
                                                                                               Espadarte

Para chegar a uma explicação, os pesquisadores mediram primeiro os olhos de lulas gigantes e colossais, a partir de fotos e animais capturados, depois analisaram a claridade da água e a quantidade de luz disponível em águas oceânicas profundas, entre 300 e 1.000 metros abaixo da superfície, onde esses moluscos costumam viver. A partir destas informações, os cientistas criaram modelos matemáticos que explicam como os olhos funcionam.
                                                                                       Animação de lula gigante

Eles descobriram que os olhos gigantes das lulas são capazes de captar mais luz, quando comparados aos de animais de tamanhos semelhantes, mas com olhos menores. Essa luz extra melhora a capacidade das lulas de detectarem pequenas diferenças de contraste nas condições turvas de águas profundas. Como as cachalotes – principais predadores das grandes lulas – agitam microrganismos bioluminescentes presentes na água, os grandes olhos do molusco conseguem perceber facilmente a aproximação da baleia.


A visão potente das lulas gigantes e colossais consegue perceber a luz que esses microrganismos emitem a uma distância de até 120 metros. A este ponto, porém, a baleia já conseguiu detectar o molusco, por meio de seu sistema de sonar. Por isso, olhos do tamanho de bolas de basquete seriam úteis para a lula não exatamente por impedirem que a baleia as enxergue, mas para dar tempo de planejar uma fuga bem sucedida.

"Foi a predação por baleias grandes e com dentes o que levou à evolução de um gigantismo nos olhos dessas grandes lulas", conclui Johnsen no estudo.

Mônica P. L.

Fontes: 
  • Revista Superinteressante, disponível em :(
http://super.abril.com.br/mundo-animal/lula-gigante-megatentaculos-463815.shtml), acessado em:04/09/2012.

  • Mundo animal, revista Veja, disponível em : (http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/olhos-do-tamanho-de-bolas-de-basquete-ajudam-lula-a-despistar-predadores), acessado em :04/09/2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nutricionista lista os dez piores alimentos para o corpo humano

10º lugar: Sorvete. Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.


9º lugar: Salgadinho de milho. De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.


8º lugar: Pizza. A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7 º lugar: Batatas fritas. Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

6 lugar: Salgadinhos de batata. Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena


5º lugar: Bacon. Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.


4º lugar: Cachorro-quente. Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.


3º lugar: Donuts (rosquinhas). Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada.



2º lugar: Refrigerante. Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerante Diet. “É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte 

“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.


Mônica P. L.

Fonte : (http://entretenimento.r7.com/receitas-e-dietas/fotos/nutricionista-lista-10-piores-alimentos-para-seu-corpo-20110411-3.html#fotos)

sábado, 25 de agosto de 2012

Preparando para o Planetário

Essa semana postaremos diversos vídeos para aguçar a curiosidade sobre o Cosmos e o Universo.

O primeiro vídeo é:

  Os Segredos do Universo - Ep. 04






Nesse ep, é abordado o assunto sobre como tudo se originou, quais as teorias sobre o Big Bang e o que poderia ter havido antes dele.


Continuaremos postando videos sobre Astronomia e a história da vida e do tempo.
É isso. 

L. H. Hoffmann

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Atividade do vulcão Tungurahua faz Equador aumentar estado de alerta


 A atividade do vulcão equatoriano Tungurahua aumentou neste domingo (19) com emissões de cinzas, explosões e intensos 'rugidos', informou o Instituto Geofísico (IG) da Escola Politécnica Nacional. As autoridades locais decretaram alerta laranja.


Após precisar que não é possível prever este tipo de fenômeno, o IG sugeriu aos povoados próximos ao vulcão que produzam 'ações preventivas' para garantir sua segurança.

O Tungurahua, de 5.016 metros de altitude e situado no centro da parcela equatoriana da Cordilheira dos Andes, 80 quilômetros ao sul de Quito, começou seu atual processo eruptivo em 1999 e desde então intercalou períodos de alta atividade com lapsos de relativa calma.
Desde as 21h de sexta-feira (23h de Brasília), o vulcão registrou 'um aumento na energia e amplitude do sinal sísmico de tremor, associado a emissões de gases, cinzas e várias explosões de diversa intensidade', precisa um relatório especial emitido pelo IG.

Além disso, há o registro de fortes 'rugidos', os mesmos que foram ouvidos a mais de 30 quilômetros de distância e que causaram a vibração do solo e das janelas de casas em zonas próximas.
Apesar de a região estar coberta de nuvens, os cientistas que vigiam o vulcão no observatório do IG, situado a dez quilômetros de distância, conseguiram notar um 'intenso' brilho de lava incandescente na cratera.

O IG não descarta também a possibilidade de haver 'fluxos piroclásticos', pela expulsão de rochas candentes que saem da cratera e são lançadas a várias centenas de metros.
Fonte : (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/08/atividade-do-vulcao-tungurahua-faz-equador-aumentar-estado-de-alerta.html)

ÁGUA VIVA JUBA DE LEÃO


                                                                                      Foto: Getty ImagesMuitos animais chamam a atenção pelo aspecto monstruoso, pelos enormes dentes, por serem muito diferentes. Alguns realmente parecem sair (ou pelo menos poderiam inspirar) de um filme de terror. Contudo, nenhum deles se compara em tamanho ao maior "monstro" do planeta

Os tentáculos da água-viva juba de leão (Cyanea capillata) podem alcançar 30 m, tão longos quanto uma baleia azul, e são cobertos com perigosas toxinas que podem paralisar a vítima e ainda causar paradas cardíacas em pequenos seres - como comprovado em testes com ratos de laboratório. Com largura que pode chegar a 2,5 m, ele tem tudo para ser o astro de um lançamento da indústria de horror.



Um estudo do Instituto de Pesquisa Marinha, em Bergen, na Noruega, e da Universidade de Gothenburg, na Suécia, indica que o ctenóforo - que é nativo do oeste do Atlântico - já pode ser encontrado no Mar do Norte e no Báltico.

Esse animal se alimenta de plâncton e devasta suas populações nas regiões invadidas, o que diminui drasticamente a quantidade de peixes que comem o plâncton. Como qualquer espécie invasora, o Mnemiopsis leidyi parecia não ter predadores, até agora.
                                                                                           Mnemiopsis leidyi
Os tentáculos da água-viva são cobertos com pequenas células com perigosas toxinas que podem paralisar a vítima e que ainda causaram paradas cardíacas em testes em ratos de laboratório. Humanos geralmente têm reações menos intensas, a não ser que sejam alérgicos ou recebam muita toxina. Teoricamente, uma grande quantidade de protetor solar já ajuda a evitar maiores danos.

Mas a grande vantagem está no tamanho dos tentáculos, que conseguem pegar pequenos peixes e até outras águas-vivas de grande porte. Com essa capacidade, o "monstro" acabou se tornando um protetor dos mares ao caçar o ctenóforo invasor. Contudo, o estudo indica que esses animais conseguem escapar 90% das vezes do predador, mas sofrem danos no processo e sucumbem a repetidos ataques.

Mônica P. L.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Borboletas mutantes são encontradas após acidente nuclear de Fukushima



Um grupo de cientistas informou nesta terça-feira (14/08) que encontrou anormalidades em três gerações de borboletas coletadas nas proximidades da central nuclear de Fukushima Daiichi. A usina foi danificada após o terremoto e tsunami ocorridos ano passado.
Cerca de 12% de larvas de borboleta da espécie pseudozizeeria maha, que foram expostas à radiação nuclear imediatamente após o desastre, em março de 2011, apresentaram anormalidades, como olhos defeituosos e asas menores do que o normal, afirmaram os cientistas.
Borboletas são consideradas “indicadores ambientais", disse Joji Otaki, professor da Universidade do Ryukyus, em Okinawa, e líder do grupo de pesquisa. Os resultados revelados aumentam o receio de que a radiação liberada em Fukushima possa afetar seres humanos no futuro.
Otaki afirma que a alta porcentagem de anomalias nas borboletas pode ser resultado tanto da exposição externa à radiação no ar, quanto de uma exposição interna, através de alimentos contaminados, por exemplo.
Os testes foram realizados em laboratórios no sul da ilha de Okinawa, 1.750 quilômetros a sudoeste da usina de Fukushima e uma das regiões menos afetadas pela radiação."Nós concluímos que nuclídeos radioativos artificiais da usina causaram danos fisiológicos e genéticos a esta espécie", afirmaram os cientistas no artigo publicado no Scientific Reports, periódico de pesquisa online dos editores da Nature.
Anomalias em três gerações
Para a pesquisa, a equipe coletou 144 borboletas em meados de maio de 2011, dois meses após o acidente nuclear. Anomalias foram encontradas em 12,4% do total. O número de borboletas que apresentava anomalias subiu para 18,3% na segunda geração.
Na terceira geração desta espécie, gerada pelo acasalamento entre borboletas anormais e saudáveis, 33,5% apresentaram anomalias.
Os cientistas haviam coletado mais 238 borboletas da espécie pseudozizeeria maha em setembro de 2011, seis meses após o desastre, e encontraram anormalidades em 28,1% do total. Nestas, as anomalias são malformações de pernas e antenas, bem como aberrações no padrão de cor das asas.
                               Este é um exemplar saudável da espécie coletada pelos pesquisadores japoneses. Crédito: larepubblica.it
A prole dessas borboletas registrou 52% de anormalidades, o que Otaki acredita ser "uma relação predominantemente alta”.
                                                    Na imagem, uma das borboletas mutantes
A equipe realizou testes de comparação, expondo borboletas normais a baixos níveis de radiação. Os resultados mostram taxas similares de anormalidade, e a conclusão é que a radiação liberada pela usina danificou os genes das borboletas.
Mas Otaki alerta que ainda é muito cedo para dizer se a radiação tem os mesmos efeitos em outras espécies, como os humanos. Ele acrescentou que a equipe irá realizar estudos semelhantes com outros animais.
Mônica P. L.
Fonte : (http://www.dw.de/dw/article/0,,16166357,00.html?maca=bra-uol-all-1387-xml-uol)


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Oceanos

Oceanos (Océans), documentário francês de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud, apresenta ao mundo as mais belas imagens já feitas do oceano, de sua superfície e principalmente, o fundo do mar, esse local que é totalmente desconhecido por nós, humanos. No entanto, como a película prova, há muito mais semelhanças entre esses dois mundos do que imaginávamos. O locutor (o próprio Jacques Perrin), com frases breves, nos conduz aos mistérios debaixo d’água.

Esse documentário é muito bom, as imagens são maravilhosas! Vale a pena assistir!!


Mônica P. L.
Fonte : (http://www.ambrosia.com.br/2010/12/08/resenha-documentario-oceans/)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Alimentos S/A


No Filme Food, Inc., o cineasta Robert Kenner levanta o véu sobre a nação e a nossa indústria alimentar, expondo o negócio altamente mecanizado que foi escondido do consumidor atrás das belas embalagens dos produtos com o consentimento das agências reguladoras do governo.

Apresentando entrevistas com especialistas como Eric Schlosser (Fast Food Nation), Michael Pollan (O Dilema do Onívoro, In Defense of Food: Um Manifesto Eater), juntamente com visão de futuro empreendedores sociais como Gary Stonyfield Hirshberg e Polyface Quintas 'Joel Salatin, Food, Inc . revela surpreendente e chocante-verdades sobre o que nós comemos, como é produzido, que nos tornamos como uma nação e para onde vamos a partir daqui.

Segue o link do documentário  "Food Inc" (Alimentos S/A).

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Alienígenas, fato ou ficção?

Esse é um episódio da série "Os Grandes Mistérios do Universo" da History Channel, a série toda é muito boa e vale a pena assistir!!


Mônica P. L.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estudo indica homem primitivo não estava sozinho


                                                          Foto: Freed Spoor/Nature
O antepassado do homem moderno dividiu o planeta com pelo menos outras duas espécies relacionadas quase 2 milhões de anos atrás, afirmaram cientistas nesta quarta-feira, apontando para peças recém escavadas de um quebra-cabeças que já dura 40 anos.
As descobertas, publicadas na revista científica Nature, tratam da odisseia do nosso ancestral, o humano primitivo de postura ereta conhecido como Homo erectus. O H. erectus e o parente construtor de ferramentas denominadoHomo habilis foram provavelmente contemporâneos de uma espécie ainda mais antiga, denominada Homo rudolfensis, argumentam os cientistas.
"A evolução humana não (é) claramente a linha reta que se pensava anteriormente", afirmou o coautor do estudo, Fred Spoor, em teleconferência. Spoor e uma equipe de cientistas escavou fragmentos de dentes, face e mandíbula datados do período Pleistoceno, em um sítio a leste do lago Turkana, no norte do Quênia, entre 2007 e 2009. A descoberta pôs um fim a uma busca angustiante por pistas sobre o hominídeo de rosto reto e grande cérebro, cujo crânio tinha sido encontrado ali perto em 1972.
 Paleontólogos Meave Leakey e Fred Spoor, autores do estudo, aparecem coletando fósseis no Quênia, perto do local onde foi encontrada a mandíbula KNM-ER 62000 (Foto: Mike Hettwer/National Geographic/Nature)

Conhecido como KNM-ER 1470 ou simplesmente como 1470, o hominídeo teria vivido cerca de 2 milhões de anos atrás. Mas esta foi a única coisa que ficou clara, já que paleontólogos brigaram asperamente sobre sua identidade.

Até 2007, tal evidência permaneceu indefinida, uma vez que no crânio faltava o osso da mandíbula inferior, parte vital da evidência. "Então, nossa sorte mudou magicamente e no prazo de três anos, encontramos três fósseis que acreditamos ser tributáveis à mesma espécie do 1470", disse Meave Leakey, que tinha descoberto o 1470 juntamente com seu marido, Richard Leakey.

Louise, a filha do casal, integrava a equipe que descobriu os novos fósseis. Os novos fragmentos de dois indivíduos que se parecem com o 1470 têm entre 1,78 e 1,95 milhão de anos e foram encontrados no raio de 1 km do local onde foi descoberto o 1470. "Um dos grandes problemas com o crânio do 1470 era que, embora fosse notavelmente completo, com a caixa craniana completa e uma parte considerável da face, não tinha dentes, nem a mandíbula inferior", disse Spoor.

"Este (novo) pequeno crânio tem dentes e de fato os dentes estão muito bem preservados", acrescentou. Os novos fósseis foram cuidadosamente removidos do arenito usando uma broca de dentista antes de serem escaneados por dentro e por fora em um hospital de Nairóbi, capital do Quênia.
                                          
                                                                                 Foto: Freed Spoor/Nature

                                               Foto: Mike Hettwer/National Geographic/Nature
Os escâneres foram usados em uma reconstrução virtual de toda a mandíbula inferior, que demonstrou ter um bom encaixe com a mandíbula superior do 1470. O resultado: um hominídeo que muito provavelmente é de uma linhagem mais antiga do homo chamada H. rudolfensis. Se assim for, significa um golpe em uma teoria contrária de que o 1470 seria um Homo habilis com má-formação.
"Falando estatisticamente, as chances de que esta seja realmente uma espécie diferente aumentaram enormemente", disse Spoor. As três espécies supostamente ficaram fora do caminho umas das outras e tinham alimentação diferente, supõem os autores.
A descoberta é "significativa porque eles respondem a uma questão chave em nosso passado evolutivo: quão diverso foi nosso gênero perto da base da linhagem humana?", explicou Leakey.
Para outros especialistas, a descoberta mostrou que a família humana de 6 milhões de anos teve três raízes complexas, mas alertaram sobre como deviam ser interpretadas.
Algumas autoridades, por exemplo, argumentam que o Homo erectus evoluiu do Homo habilis, enquanto outros insistem que os dois eram primos ou espécies irmãs.
Os fósseis "ajudam a confirmar a existência de um tipo distinto de humano antigo cerca de 2 milhões de anos atrás", afirmou Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres.

Lopes, M.P.
Fonte (http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/cientistas-descobrem-fosseis-de-nova-especie-de-hominideo-na-africa.html)